Não faltam fontes sobre roteiros, e especificamente sobre técnicas para a escrita de roteiros de cinema e TV, na Internet – a ampla maioria delas em inglês. Há também muitos sites e blogs que se dedicam a ensinar como vender roteiros. Não é fácil, entretanto, separar o joio do trigo. Seguem alguns sites e links … Continue a leitura
(Texto originalmente publicado na Revista ]Janela[). Já se tornou quase lugar comum, ao menos entre uma fatia dos cinéfilos e dos realizadores audiovisuais, dizer que o cinema brasileiro padece de um problema de roteiros ou mesmo que o maior problema de nossos filmes residiria na falta de atenção ao desenvolvimento dos roteiros. Isso explicaria, em … Continue a leitura
Caetano Veloso gostou muito de “O Som ao Redor”. Eu também. Tinha certo medo, diante da unanimidade do filme junto à crítica e aos intelectuais, mas Kleber Mendonça Filho realmente maneja como poucos diretores brasileiros a linguagem do cinema. É incrível como consegue plotar um panorama amplo de uma vizinhança, num roteiro de pouca trama, … Continue a leitura
Uma das armadilhas que se coloca no caminho de todo roteirista reside no engano de tomar a verossimilhança como critério de julgamento daquilo que se escreve. Como espectadores, não avaliamos um filme com base em sua verossimilhança – ou melhor, se chegamos a fazê-lo, é certo que a narrativa padece de problemas anteriores e mais … Continue a leitura
Como quase tudo o que diz respeito à Argentina, o cinema de nossos vizinhos também serve como espelho para o nosso. São frequentes as comparações e não rara a opinião de que os argentinos produzem um cinema de maior qualidade que o nosso, ou ao menos um cinema que se comunica melhor com um público … Continue a leitura
Na última edição da Revista ]Janela[, faço um comentário audiovisual a uma cena de “O Segredo dos Seus Olhos”, o filme de Juan José Campanella, na tentativa de demonstrar dois conceitos fundamentais para o design clássico de roteiros de cinema: o de beat e a ideia do fosso entre expectativas e resultados como motor das … Continue a leitura
* Texto publicado originalmente na Revista do Cinema Brasileiro Goiás e, mais especificamente, Goiânia são lugares intrigantes. Simbolicamente situados no centro do país, o estado e sua capital são, de certa forma, uma espécie de limbo, ou zona de transição, entre nossas tradições mais arcaicas e o que temos de moderno. Goiânia ostenta os títulos … Continue a leitura
O jornal “O Popular” publicou há alguns dias atrás uma crítica minha e outra do Leon Rabelo sobre o “J. Edgar”, do Clint Eastwood. Nossas opiniões foram opostas. Veja abaixo. RETRATO COMPLEXO Pedro Novaes Para um dos homens maus mais importantes de todos o tempos, “J. Edgar” é um retrato à altura – complexo e … Continue a leitura
Embora fique sim a sensação de que não foi um ano dos melhores para o cinema no mundo, houve evidentemente grandes filmes. Catorze mereceram menção nessa humilde lista. 1) A Pele que Habito (La Piel que Habito) De Pedro Almodóvar, Espanha O que faz com o melodrama, virando-o de cabeça para baixo para renová-lo, mantendo … Continue a leitura
Vou te contar uma história: um homem de meia idade tem depressão que se agrava há algum tempo; pai de dois filhos, casado com uma bem sucedida engenheira de montanhas russas, mas incapaz de superar sua doença, ele acaba chutado de casa pela mulher. Após uma patética tentativa frustrada de suicídio, esse homem estabelece uma … Continue a leitura
“Agora – digo por mim – o senhor vem, veio tarde. Tempos foram, os costumes demudaram. Quase que, de legítimo leal, pouco sobra, nem não sobra mais nada. Os bandos bons de valentões repartiram seu fim; muito que foi jagunço, por aí pena, pede esmola. Mesmo que os vaqueiros duvidam de vir no comércio vestidos … Continue a leitura
Texto publicado no Jornal Opção. Desde Sergei Einsenstein, tornou-se lugar comum dizer que o coração do cinema está na montagem. Contar uma história ou transmitir um raciocínio organizados através de uma sequência descontínua de fragmentos temporais seria a essência da linguagem da sétima arte. O grande montador Walter Murch (Apocalypse Now, O Paciente Inglês, etc.) … Continue a leitura
Artigo Publicado originalmente no Jornal Opção. Há sempre muita briga quando se compara o cinema argentino ao cinema brasileiro – gente argumentando por uma suposta superioridade do cinema ao sul do Rio da Prata, gente se batendo pela solidez de nossa produção, que em nada ficaria a dever à deles. A despeito da polêmica, é … Continue a leitura
Julie, Agosto, Setembro – Teaser from Pedro Novaes on Vimeo. Em todos os lugares, no Brasil e fora, onde houve uma renovação importante da produção de cinema, com filmes que chamaram a atenção da mídia e do público, quase sempre existia uma escola de cinema que, de alguma forma, propiciava o ambiente para que grupos … Continue a leitura
Escala é um problema a que nem todos os diretores dedicam a atenção necessária quando pensam seus enquadramentos e fazem suas escolhas no set e na ilha de edição. Parece óbvio quando dito, mas nem todo mundo se dá conta: faz toda a diferença se o filme vai ser exibido na televisão, numa sala de … Continue a leitura
Direção e roteiro: Pedro Novaes Produção: Sambatango Filmes Fotografia: Vinícius Aguiar/André Montelo Direção de Arte: Benedito Ferreira Edição e Gráficos: Ronei Batista 3D: Fred Brown Fazer vídeos institucionais interessantes é um enorme desafio, mas de vez em quando a gente acerta a mão. Em primeiro lugar, como fazer algo que chame a atenção e que … Continue a leitura